quarta-feira, 31 de março de 2010

GRUPO B - GRÉCIA, COREÍA DO SUL, NIGÉRIA, ARGENTINA

GRÉCIA



De surpreendente campeã da Eurocopa em 2004, a Grécia deu a volta por baixo em quatro anos. Sequer classificada à Copa do Mundo em 2006, e presa fácil na Euro-2008, a desconfiança chegou ao comando do técnico alemão Otto Rehhagel, presente nos sucessos e nos fracassos.
Teoricamente no grupo mais fácil das eliminatórias, a seleção decepcionou e ficou atrás da Suíça. Na repescagem, uma vitória até certo ponto inesperada, por 1 a 0 sobre a Ucrânia, fora de casa, aumentou a confiança do povo em uma boa campanha no mundial. O parâmetro também não serve de comparação: a Grécia disputou apenas uma Copa, em 1994, e foi eliminada na primeira fase sem marcar um gol sequer.
Ao menos no setor ofensivo os gregos estão ousados. Além dos destaques de Katsouranis, do Benfica, e Karagounis, do Panathinaikos, no meio-campo, Otto Rehhagel adotou uma tática com três atacantes, onde a maior esperança reside nos gols de Gekas, do Bayer Leverkusen.

CORÉIA DO SUL



Principal nome asiático no mundo do futebol, a Coreia do Sul vai à sua oitava Copa do Mundo, sendo a sétima seguida. A campanha nas eliminatórias foi exemplar: sete vitórias e sete empates em 14 jogos, sendo a líder do Grupo B. A grande pergunta que fica é se, na África do Sul, a seleção vai repetir a façanha de 2002, quando chegou às semifinais, ou voltará com uma decepção, como em 2006, quando, cercada de expectativas, não passou da primeira fase.
A confiança da torcida é grande. A seleção vinha de uma seqüência de 27 jogos de invencibilidade, encerrada em novembro, com a derrota para a Sérvia por 1 a 0. Durante as eliminatórias, o técnico Huh Jung-Moo adotou o tradicional formato 4-4-2, explorando a velocidade de sua equipe.
O grande nome da seleção sul-coreana ainda é o meio-campo Ji-Sung Park, do Manchester United. Ao seu lado, alguns jogadores com experiência em grandes centros, como Chung-Yong Lee, do Bolton; Sung-Yueng Ki, do Celtic; e Chu-Young Park, do Monaco.

NIGÉRIA



A Nigéria vai para sua quarta Copa do Mundo com uma geração renovada. Do time que brilhou na década de 90, com um ouro olímpico e duas oitavas de final de Mundial, só sobrou o tristemente inesquecível atacante Kanu, que destruiu o Brasil em Atlanta. Mesmo assim, ele é banco. É também a última lembrança da geração que colocou a Nigéria definitivamente no mapa do futebol.
Depois de uma decepcionante Copa de 2002, o país começou sua reformulação, o que custou campanhas sem brilho nas últimas Copas Africanas de Nações (ficou em terceiro neste ano) e a ausência do Mundial de 2006, depois de três classificações consecutivas. E por pouco a Nigéria não ficou fora também de 2010. Embora tenha sido a única a passar invicta pelas eliminatórias do continente, empatou metade dos jogos na fase final e só se garantiu na África do Sul com um gol aos 36 minutos do segundo tempo.
O herói da classificação foi Oba Oba Martins, artilheiro do time nas eliminatórias, com 10 gols, que saiu do banco para marcar dois contra o Quênia na última rodada. Com passagens por Internazionale e Newcastle, hoje no Wolfsburg, da Alemanha, ele é um dos nomes em quem os nigerianos mais depositam suas fichas.
O outro é o meia Mikel, um jovem de 22 anos, promissor e um tanto problemático, que joga no Chelsea. Ele chegou a ser afastado da seleção por indisciplina, mas terminou as eliminatórias com o número 10 nas costas e a confiança em alta. Mikel é um dos três jogadores que carregam o sobrenome Obinna, que vem da etnia Igbo e significa “coração do pai”. Em 2010, vai à África do Sul sonhando levar alegria aos 150 milhões de corações nigerianos.

ARGENTINA



Dentro de campo, os resultados foram desastrosos. A começar pela goleada imposta pela Bolívia, em La Paz, por 6 a 1, a maior da história argentina. Derrotas como para o Brasil, no Gigante de Arroyito, ajudaram a deixar a Argentina somente com 28 pontos na classificação final das eliminatórias, 15 a menos do que para o Mundial de 2002.
A geração, no entanto, não aparenta passar por problemas técnicos, apesar de Messi não jogar o futebol que o fez famoso no Barcelona. O ataque conta com as mais opções variadas, como Higuaín, Tevez, Agüero e Diego Milito. No meio-campo, Mascherano, Gago, Cambiasso, Verón, Maxi Rodríguez e até mesmo Riquelme, que seria a estrela da companhia se não tivesse desavenças com Maradona. Material de qualidade que pode ser melhor aproveitado até junho.

terça-feira, 23 de março de 2010

GRUPO A - ÁFRICA DO SUL, FRANÇA, MÉXICO, URUGUAI

ÁFRICA DO SUL



Carlos Alberto Parreira é o treinador. Aliás, logo em sua primeira entrevista coletiva Parreira fez questão de lembrar que hoje a África do Sul tem apenas um jogador atuando regularmente em uma liga importante da Europa - Steven Pienaar, do Everton, na Inglaterra.
Piennar é um bom meia, mas não é craque, muito menos mágico. Em um time com qualidade, pode funcionar muito bem, mas na África do Sul de hoje acaba perdido diante das deficiências técnicas de seus companheiros. Para tentar resolver lá na frente, Parreira trouxe de volta o atacante Benni McCarthy, maior artilheiro da história da seleção, que estava afastado por indisciplina e que ainda está longe da forma ideal. Outro bom nome do time é Teko Modise, meia veloz, driblador, habilidoso, mas que sofre do mesmo bloqueio de seus companheiros quando está de frente para o gol.
Parreira ao menos terá bastante tempo de trabalho no ano que vem. Vai ao Brasil, à Alemanha, terá um calendário privilegiado. E ele vai mesmo precisar, porque sabe do longo caminho que tem para transformar os Bafana Bafana em uma equipe realmente competitiva. Para não se tornar o primeiro anfitrião de Copa do Mundo na história a não passar da primeira fase, a África do Sul tem que melhorar muito.
A África do Sul é a 86ª colocada do ranking da Fifa. Assim, é a seleção com a pior colocação das 32 classificadas para a Copa do Mundo. A Coreia do Norte é a 84ª.

FRANÇA



Apesar de ser o atual vice-campeão mundial, pode-se dizer que o técnic
o Raymond Domenech nunca viveu um caso de amor com a França. O treinador, inclusive, chega à sua segunda Copa do Mundo no auge do desgaste com a torcida. A péssima campanha na Eurocopa e a classificação para a África do Sul apenas na prorrogação da repescagem graças a um gol após toque de Henry deixaram exposta a desconfiança de um cada vez mais reticente povo francês.
Da geração de 2006, quatro permaneceram entre os titulares: Gallas, Abidal, Ribéry e Henry. Houve a renovação tão pedida pelos críticos, mas os Bleus seguem ainda sem convencer dentro de campo. Além do craque do Bayern de Munique, muitos apostam as fichas na afirmação de Yoann Gourcuff, meia de 23 anos do Bordeaux. Benzema, outro jovem, é preterido no ataque por Anelka, que vive boa fase.
A campanha da França em 2010 ainda é uma incógnita, mas a dificuldade com que tem obtido alguns resultados mostram que a seleção está mais próxima da decepção de 2002 do que da surpresa em 2006. Mesmo com relativa qualidade à disposição.

MÉXICO



O México já viveu dias melhores no futebol. Se, no passado, a seleção dominava as disputas da Concacaf, o país viu os EUA crescerem e subirem de produção, tendo inclusive chegado à final da Copa das Confederações neste ano. Com uma equipe sem muitas referências, os mexicanos vão à Copa do Mundo tentando surpreender.
Nas eliminatórias, o México começou vacilante, sob o comando de Sven Goran-Eriksson. Depois da demissão do sueco e com Javier Aguirre como técnico, o time engrenou e conseguiu a classificação sem maiores sustos. Em 18 jogos, foram 11 vitórias, cinco derrotas e dois empates.
O craque do time está no gol. O jovem Ochoa é o destaque, dando segurança e tranquilidade sob as traves. No ataque, a seleção mexicana ainda depende do veterano Cuauhtémoc Blanco, de 36 anos. A aposta está em Giovani dos Santos, ex-Barcelona e de origem brasileira.
México possui 13 participações em Copa do Mundo.

URUGUAI



Desde o quarto lugar em 1970 que o torcedor do Uruguai não consegue comemorar uma boa campanha de sua equipe em Copas do Mundo. Bicampeã mundial, a Celeste passou a viver das glórias passadas e não monta um time competitivo há algum tempo. Nas eliminatórias para a África do Sul, a seleção uruguaia teve problemas, enfrentou a desconfiança da torcida e só conseguiu a classificação após um suado 1 a 1 contra a Costa Rica, em pleno estádio Centenário, na repescagem.
A campanha nas eliminatórias não foi das mais animadoras. Em 18 jogos, foram seis vitórias, seis empates e seis derrotas, além das duas partidas da repescagem contra os costarriquenhos (1 a 0 fora de casa e 1 a 1 em Montevidéu). O técnico Oscar Tabárez enfrenta as críticas dos torcedores, mas dificilmente será substituído até a Copa.
No papel, porém, o Uruguai tem um time de qualidade, com jogadores rodados e festejados em todo o mundo. É o caso do artilheiro Diego Forlán, do Atlético de Madri. O problema é que o jogador, que recebeu duas vezes chuteira de ouro como maior goleador da Europa, não consegue repetir na seleção as atuações que tem clube madrilenho. Além dele, o atacante Luis Suárez preza de algum prestígio junto à torcida, mas não atravessa boa fase. No banco, Sebástian ‘El Loco’ Abreu costuma entrar e fazer alguns gols, como o do empate contra a Costa Rica.

sábado, 9 de janeiro de 2010

INÍCIO DA COPA



A COPA DO MUNDO COMEÇA DIA 11 DE JUNHO!!!!!!

E A ÁFRICA É LOGO ALI......

copa 2010

11 de junho começa